Olá pessoal,
À procura de matérias interessantes para postar para vocês, encontrei essa que trata como o Big Data está auxiliando à previsão do tempo.
Você não sabe o que é Big Data ou sua diferença com o Data Warehouse ?
Prever o tempo sempre foi uma questão relacionada à explosão de dados
– tanto é que um dos primeiros programas de computador escritos para o
Eniac, o primeiro computador digital de grande escala do mundo, foi um
modelo climático que contava com 25.000 cartões perfurados. Com o avanço
tecnológico, melhores condições foram oferecidas para a execução dessas
tarefas, mas foi na nuvem (sem trocadilhos, por favor!) que o setor
encontrou um ambiente verdadeiramente propício para trabalhar todos
esses dados e sinais emitidos pelo planeta.
O Weather.com é a maior empresa de previsão do tempo do mundo. O estudo dos mais de 4
Gigabytes de dados gerados a cada segundo pelas mais de 48.000 estações
espalhadas pelo globo é um trabalho hercúleo, que só está sendo melhor
aproveitado graças à infraestrutura em nuvem fornecida pela AWS. Até
pouco tempo, a empresa trabalhava com 13 data centers próprios,
espalhados por diversas partes do mundo, interligados e
interdependentes. Há 2 anos, começou a migrar toda sua estrutura para a
cloud e hoje, os 20.000 cores e 200 TB de RAM
da estrutura da AWS processam 20 TB de dados todos os dias. Quase todos
os serviços da empresa, atualmente, rodam na nuvem – com exceção de uma
ou outra aplicação do canal de TV, já que vídeos em HD ainda "sofrem"
com a velocidade atual da internet. Mas a tendência, segundo Bryson Koehler, CIO e CTO do Weather.com, é estar 100% na nuvem dentro de algum tempo.
"Evoluímos
10 anos nesses 24 meses, e o fato de reconstruirmos nosso ambiente na
AWS foi determinante", afirmou o executivo durante entrevista no AWS
re:Invent, principal evento global da AWS que aconteceu no início de
novembro em Las Vegas, EUA. As previsões do tempo, que apresentavam um
índice de assertividade de pouco menos de 70% há cinco anos, passaram
agora a ser 77% corretas. Além disso, a empresa gasta 2/3 menos dinheiro
em infraestrutura – uma economia que acaba sendo revertida para ainda
mais inovações.
Como a previsão do tempo é feita?
Há
cinco anos, o Weather.com previa o tempo para 20.000 localidades ao
redor do mundo. Hoje, a empresa divide o planeta em 27.000 pequenas
partes (grids definidos por latitude/longitude), que são
atualizadas a cada 15 minutos com dados meteorológicos para os próximos
10 dias. "Não importa se a pessoa faz a requisição da previsão em Nova
Iorque, no meio da selva amazônica ou em alto-mar, a forma como
trabalhamos em cada canto do mundo é a mesma", diz Bryson.
Atualmente,
a empresa coleta dados de 48.000 estações espalhadas pelo planeta – e
não são só de fontes oficiais. Há estações de instituições privadas,
indivíduos fanáticos por previsão do tempo (que formam uma espécie de
"smartgrid" da Weather.com), e até dados de sensores colocados em aviões
de 48 grandes companhias comerciais. São 55.000 voos diários, que
fornecem informações da atmosfera em maiores altitudes.
Se 4 GB
de dados coletados a cada segundo já parecem muito, pense que eles
ainda precisam ser TRABALHADOS e, principalmente, DISTRIBUÍDOS para os
milhões de dispositivos móveis, clientes e sites espalhados pelo mundo. A
estrutura disponibilizada pela AWS para o Weather.com recebe cerca de
150.000 requisições por segundo, e esse número tende a crescer sempre
que há nevascas, furacões, tornados, enchentes e outros acontecimentos
meteorológicos em qualquer grande metrópole do planeta.
E a Internet das Coisas?
Partindo
do princípio de que a maioria dos smartphones, hoje, contém diversos
sensores, por que não utilizá-los para aprimorar ainda mais a previsão
do tempo? Bryson diz que o Weather.com está de olho nessa tendência, e
já estuda a melhor maneira de aproveitar esses novos inputs. "Podemos
puxar informações dos smartphones relacionadas à pressão atmosférica,
temperatura, trepidações... enfim, ainda estamos tentando entender como
lidar com esses dados porque se a pessoa está dentro de um ambiente com
ar condicionado, a informação está 'contaminada' de alguma maneira. A
Internet das Coisas vai mudar a previsão do tempo de forma dramática nos
próximos anos. Não posso te dizer exatamente como porque estamos apenas
começando a entender esses dados. A boa notícia é que teremos toneladas
de novos dados, mas precisamos saber como processá-los", completa.
Fonte: http://corporate.canaltech.com.br/materia/amazon/Weathercom-o-verdadeiro-caso-de-big-data/